quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Origens, influências e linha do tempo

Vamos falar de música! Mas não apenas disso, pra evitar a monotonia. Sou natural do Rio de Janeiro, nascido num hospital em Botafogo. Não lembro o nome, mas minha mãe com certeza sabe. Morei na Tijuca até os oito anos de idade, quando meus pais me levaram para o Grajaú, junto com minha irmã, cinco anos mais nova. Nesse ano, 1988, o Cadu já estudava no Marista São José da Usina, na Tijuca, e ainda não era muito ligado em música. O Cadu sou eu, esse cara legal que criou esse blog à pedido da professora.
Acho que herdei dos meus pais, principalmente da minha mãe, o gosto pela música. Do meu pai, com maior intensidade, herdei o gosto pelo futebol e esportes em geral. Lembro que os dois tinham uma coleção considerável de LPs; lembro nesse momento de nomes como...

Rod Stewart, Elton John e America. Já em CDs, lembro de nomes como Pink Floyd, Beatles e Madonna. Lembro também, com estranha clareza (porque muitos anos já se passaram! rs), os dois primeiros CDs que tive; presente de Natal da minha mãe. Não lembro o ano. “Out of Time”, da banda americana R.E.M. e “Hack”, do Information Society, grupo techno-pop americano. O primeiro foi lançado em 1991 e o segundo em 1990. Devo ter ganho os dois no Natal de 91, talvez 92.
                     


No entanto, curiosamente, logo que comecei a curtir música com maior frequência, alguns anos depois, não escutava muito nem o rock, como o R.E.M., e nem o pop, como o Information Society. Escutava um pouco nas rádios, Cidade e Transamérica, mas o carro-chefe nessa época da adolescência, em meados dos anos 90, era o funk; principalmente o que tocava nas tardes da extinta Rádio Imprensa FM. Levávamos o três-em-um para o play do (edifício) Mattos Junior, na rua Botucatu, no Grajaú, e era Imprensa FM a tarde inteira enquanto jogávamos futebol (80% das vezes) e vôlei, pra poder incluir e agradar as amigas do prédio. O grupo de amigos era grande nessa época, com moradores de alguns prédios vizinhos, e nem todo mundo gostava do funk com a mesma intensidade. De tempos em tempos, mudávamos a sintonia das rádios para dar um descanso para os amigos, que costumavam reclamar com o argumento que o funk era sempre a mesma coisa, a mesma batida. Realmente era um pouco repetitivo, mas a molecada curtia e existiam algumas variáveis como o “funk melody”, mais lento, dançante e em inglês (também conhecido como “freestyle”); e os rasteiros, também mais lentos, só que apenas instrumental, só a batida.        
Acho engraçado e interessante relembrar esse período porque atualmente não curto muito o funk. Gosto de escutar os antigos de vez em quando, mas artistas atuais como Anitta e Mr. Catra me fazem mudar de rádio na hora! Rs
No fim dos anos 90, fui morar nos EUA como estudante de intercâmbio. O gosto musical começava a mudar também. Escutava mais o pop americano (bandas como N’Sync e Hoobastank), um pouco de rap e Rhythm & Blues (Snoop Dog e Usher). Depois de um ano morando com uma excelente família americana no estado de Indiana, voltei ao Grajaú. Como consegui equiparação dos estudos e completei o Ensino Médio com o ano que passei fora, resolvi ir trabalhar; estava sem motivação para começar uma faculdade.
Como a experiência na terra do Tio Sam tinha sido boa, resolvi aproveitar que meu tio, Paulo, irmão da minha mãe, morava nos Estados Unidos e fui morar com ele. Fiquei muito impressionado com o sistema educacional americano, principalmente com a escola onde havia estudado durante o intercambio. A estrutura era excelente, tanto no ensino médio quanto nas universidades. Depois de dois anos trabalhando no Rio de Janeiro, principalmente em centrais de atendimento por telefone, embarquei para morar perto de Nova York em setembro de 2000, um ano antes do ataque terrorista às Torres Gêmeas.

Com a experiência de morar nos EUA veio, gradualmente, uma grande mudança no meu gosto musical. A principal delas foi a aproximação ao rock. Passei a conhecer e escutar mais hip-hop também, incluindo o rap. Por uma influência inicial da minha irmã, Renata, comecei a escutar a banda que se tornaria minha preferida: a californiana Red Hot Chili Peppers. Aos poucos, conheci a discografia e história (cheia de altos e baixos) dessa banda formada no início dos anos 80. Outras pessoas do meu convívio diário também contribuíram bastante com influências musicais. Meu tio ouvia bastante rock clássico e blues, principalmente de uma rádio local, a “I95”. Os caras tocavam umas músicas legais, mas repetiam demais algumas delas. Jimi Hendrix, Rush, Led Zeppelin e Eric Clapton eram alguns dos frequentes, além de algumas bandas mais jovens como Foo Fighters e Pearl Jam. Essas duas últimas, por sinal, podem entrar na minha lista de favoritas, logo depois do RHCP. Aproveito para aumentar logo essa lista com as bandas Audioslave, SoundGarden, Incubus, Rage Against the Machine, Bush, Green Day, Ramones, NOFX, Linkin Park, System of a Down, Nirvana e Jane’s Addiction. Minha ex-namorada Rafaela também contribuiu musicalmente e me apresentou bandas como Depeche Mode, The Smiths, The Cure, The Killers e Beastie Boys, sua favorita, eu acho. O Marcelo, tio da Rafaela, também gostava demais de música (e vinho! rs); sempre lembro dele quando escuto músicas do Tim Maia. Outro amigo que curte demais um rock n’ roll é o Paulo, padrasto da Rafaela. Baterista da melhor qualidade, lembro dele quando escuto Rush, The Doors, Joe Satriani e Led Zeppelin, claro! Fomos à alguns shows juntos, com destaque para um do Audioslave no Madison Square Garden; e a primeira vez que vi o Red Hot Chili Peppers ao vivo, também no famoso ginásio de Manhattan. A Sandra, mãe da Rafaela, "mexeu uns pauzinhos" e conseguiu os ingressos pra esse show da turnê de "By the way". Lembro que vimos O Rappa e o Barão Vermelho no Tuxedo Junction, boate/casa de shows no centro de Danbury, Connecticut. Vimos também outros artistas brasileiros em Manhattan: Paralamas do Sucesso e Daniela Mercury no Central Park, Charlie Brown Jr. numa boate que não lembro o nome (China alguma coisa...). No Nokia Theater, no Times Square, vimos o DreamTheater. Outros amigos dessa época de EUA também curtiam esses shows com a gente. Destaque para o Edson, são-paulino gente fina pra caramba, o Edu, camarada tranquilão de Volta Redonda, e o Ricardo, de Realengo, um dos poucos cariocas que conheci morando nos EUA. Fomos à alguns shows de reggae no Tuxedo Junction e também numa tradicional casa de shows em New Haven, CT chamada Toad's Place, onde muita gente famosa já tocou, principalmente antes da fama. Por lá, vimos o Ziggy Marley, filho famoso do Bob Marley, num show meio estranho. Era lançamento de um novo álbum e a maioria das músicas era meio "dark", sem aquela tradicional batida alegre do reggae. Vimos também um show do Julian Marley, outro que se diz filho do Bob; lembro que esse foi mais "pra cima", mais alegre. Não lembro se o do Julian foi em Danbury ou em New Haven e também não lembro em qual dos dois bebi, pela primeira vez, uma Red Stripe, cerveja jamaicana. Mas foi em um desses dois!

Voltei ao Brasil em Dezembro de 2012, bem à tempo de acompanhar a formatura da minha irmã, a Renata (Medicina). Nesses últimos anos, a música continua firme e forte como parceira. Com meu primo Bruno fui a dois shows: O Rappa (junto com o irmão e a ex dele, o Allan e a Kaynna) e o Red Hot Chili Peppers (com a Kaynna e a amiga Mariana). Vi um show do Diogo Nogueira, com o meu pai, no clube do falecido Banerj, Banco do Estado do Rio de Janeiro, onde meu pai trabalhou durante muitos anos quando eu era moleque. E teve até sertanejo! Na pequena Malacacheta, próxima de Teófilo Otoni, no interior nordeste de Minas, fui com meus primos Zito (com a namorada Iara) e Leonardo ver o show de Léo Magalhães numa virada de ano. A prima Nane também estava lá com a amiga "Nega", que mora em Curitiba. Essa noite foi muito divertida e contribuiu para que eu começasse a simpatizar mais com a música sertaneja. Vou com frequência para MG pra passar férias e passei a conhecer e gostar mais do gênero. Acho que a popularidade do sertanejo no Rio também contribuiu pra isso. Pra fechar, já ia esquecendo... rs... teve Eddie Vedder com mamãe e irmãzinha no Citibank Hall e Foo Fighters, no Maracanã, com Dona Maria Lucia.      

9 comentários:

  1. Adorei o blog Cadu! Ansiosa para novas postagens!

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  2. Uma apresentação bem completa, hein, Cadu? Boa sorte com o blog. Que traga novidades!

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  3. Valeu Cadu! Gostei do tema. Vc é um flamenguista que eu simpatizo

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  4. Boa, Cadu!
    Nossa ida a uma roda de samba ainda não saiu, né. Qd sair, quero ver o post.rs
    Sucesso.
    Abs

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    Respostas
    1. Fala, Felipe!
      Ótima idéia! Um amigo aqui da PUC foi lá na Mangueira no último fds, mas acabei esquecendo...
      Valeu a força, tricolor!
      Abração!!

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  5. Muito interessante o blog, Cadu! Vou acompanhar com certeza, deu pra ver que você sabe muito sobre o assunto

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